O paradoxo da CRUZ…

14 08 2012

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Tive um momento de epifania.

Saber quando você vê alguém e se acha tão parecido com ela, não só fisicamente, mas as vezes na personalidade. Mas dessa vez não precisei olhar pra ninguém pra me ver parecido, dessa vez li algo e me vi igualzinho. Hoje não é dia de escrever algo meu, é dia de compartilhar o que não sou sozinho, alguém se sente parecido comigo. E você se sente assim?

Uns vêem paradoxo na cruz, eu vejo em mim mesmo. Sou eu que digo não ser merecedor de nada, quando na verdade ajo como se fosse. Eu é que amo o fato de Cristo ter aberto mão dos seus direitos, mas talvez tenha passado uma vida brigando pelos meus. Sou eu que me engajo pelo amor do próximo, quando na verdade sou altamente seletivo sobre quem seria ele. São os meus joelhos que me conduzem aos cultos de domingo, quando os mesmos parecem não ser capazes de se dobrar em secreto no meu quarto. É o meu coração que deseja intimidade com Deus, mas que odeia o irmão que não faz o que eu espero. É minha língua que canta louvores, mas se enche de toneladas de coisas que não edificam a ninguém. É a minha boca que fala que cada fôlego meu é Dele, mas que vive pra respirar o que e aonde quer. Eu é que reconheço que estou doente, mas não desejo a cura. Eu é que disse que entreguei minha vida, mas que vivo como se ainda pertencesse a mim. Minhas mãos que desejam abrir a Bíblia são as mesmas que acusam quem quer que seja. É o meu olho que deseja ver o mover de Deus, mas que não consegue se fechar pro que é impuro. Eu é que digo que fui criado, mas parece que eu mesmo que me inventei. Eu é que arroto compromisso com Cristo, mas que não consigo ser firme durante um dia. Eu é que afirmo amar a Deus e o que concerne a Ele, mas piso nesse amor quando insisto em me guiar por mim mesmo. Eu é que preciso de Deus, mas ajo como se Ele vivesse em função de mim. Na cruz ou em Cristo não existem paradoxos, e sim perfeição de alguém que domina os extremos sem que isso comprometa sua glória e sabedoria. Na verdade, só vejo paradoxos em Deus e sua obra porque minha mente limitada naturalmente insiste em querer colocar cercas no que é eterno, pra que ele se faça inteligível a mim, saciando a minha necessidade de conhecer razões para basear toda a minha fé no que seja confortável e seguro a mim. Mas, se o Evangelho não se trata de conforto, por quê haveria eu de viver confortavelmente dentro das minhas limitadas convicções?

Créditos a meu grande amigo Levi Nogueira…

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15 08 2012
Rebeca Teles

é verdade! 😉

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